Abate de fêmeas registra alta em Mato Grosso
A crise no setor pecuário de Mato Grosso tem feito com que os produtores enviem para o abate mais fêmeas. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam que nos 4 primeiros meses do ano o número atingiu 48,81%, 14,71 pontos percentuais acima da média alcançada em 2010, de 34,10%. O indicador repete uma tendência verificada no ciclo 2006/2007, anos em que a infecção por febre aftosa em Mato Grosso do Sul jogou para baixo o preço do gado em pé. “O descarte é algo normal, principalmente com fêmeas que não reproduzem ou que encerraram seu ciclo de vida útil para os pecuaristas. Nas crises isso ocorre com uma intensidade maior”, explica o superintendente da Acrimat, Luciano Vaccari. Atualmente, os produtores enfrentam o problema da falta de pastagens. “Mato Grosso perdeu cerca de 3 milhões de hectares de pastagens por conta da seca e de ataques de pragas. Com isso, é impossível manter tanto gado”. Em média, o preço das fêmeas para abate caiu cerca de 7% somente no último mês.



