SP: pecuária deve continuar enfrentando competição com outras culturas.
Muito perto de perder para Mato Grosso sua tradicional liderança no ranking dos Estados do país com maior valor bruto da produção (VBP) das principais culturas agrícolas, São Paulo ainda reserva, em áreas hoje dedicadas à pecuária, boas perspectivas para a expansão das plantações que já passaram a liderar seu crescimento no setor nos últimos anos, sobretudo cana-de-açúcar e eucalipto.
Estudo recém-concluído por um grupo de pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à Secretaria da Agricultura paulista, aponta que, até 2030, 2,8 milhões de hectares ocupados com pastos poderão dar lugar a canaviais, florestas plantadas e, em menor escala, seringueiras. O cálculo leva em conta as tendências de alta da demanda pelos produtos cultivados no Estado até lá. A disputa será ganha por tecnologia e eficiência.
Trata-se de um exercício baseado nos padrões de expansão dos diferentes segmento nos últimos anos, que projeta distintos cenários de incrementos – ou não – dos respectivos níveis de produtividade. Leva em consideração legislações em vigor no Estado e políticas de incentivo, mas obviamente não contempla guinadas nos preços ou influências climáticas.



