Alta de preços já altera hábitos de consumo

Alessandra Morales é operadora de teleatendimento em São Paulo. Comanda uma família de cinco pessoas: ela, o marido e três filhos. “Não está fácil fazer compras do começo do ano para cá: tudo subiu”, reclama. Para continuar consumindo o que gosta, Alessandra passou a trocar as marcas mais caras pelas populares. “No caso do arroz e do feijão, mantenho sempre as mesmas marcas, mesmo que subam. Mas o resto eu troco tudo, até papel higiênico”, disse ela na sexta-feira, enquanto fazia compras em um hipermercado da Zona Norte de São Paulo.Esse movimento de alteração na cesta de compras do brasileiro tem ganhado fôlego nos últimos meses.

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